Polícia Federal prende quadrilha acusada de fraudar benefícios do INSS
18/04/2018 - 8h34 em Polícia

Uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu três pessoas acusadas de fraudar benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS, em São Paulo. Segundo as investigações da PF e do Ministério Publico Federal (MPF), a quadrilha falsificava documentos e inseria informações falsas no CNIS, o Cadastro Nacional de Informações Sociais.

Com isso, os fraudadores garantiam a concessão de benefícios do INSS para pessoas que não tinham direito.

O grupo atuava desde dezembro de 2016, na agência do INSS de Santo André, e pode
ter fraudado benefícios na Agência de São Caetano, ambas na Grande São Paulo.

Um dos presos é um funcionário da Previdência considerado o líder do grupo. Ele seria responsável por inserir as informações falsas, como tempo de contribuição, para garantir a concessão de aposentadorias.

Segundo amostragem feita pelo próprio INSS, a maioria dos benefícios concedidos pelo funcionário foram fraudados, como explica do delegado da Polícia Federal Rafael Dantas.

“A grande maioria dos benefícios onde ele atuou eram, sim, fraudados e ele fazia inserções volumosas de períodos no sistema. Isso pode gerar aposentadorias, auxílios, isso gera uma consequência fraudulenta a se perder de vista.”

Além das prisões, também foram executados mandados de busca e apreensão. Na casa do funcionário público foi encontrado um carro avaliado em mais de R$ 120 mil, além de R$ 11 mil, em espécie.

O grupo foi descoberto por denúncia da gerente da agência que depois de suspender o acesso do funcionário aos sistemas da autarquia, passou a receber ameaças, como conta a procuradora Fabiana Dotz.

“Disse que se não parassem de ameaçar o esquema, eles fariam com a chefe da agência o mesmo que o crime organizado o mesmo que o crime organizado fez com a Marielle, no Rio de Janeiro.”

Outros funcionários da agência e familiares da gerente também foram ameaçados. O prejuízo, identificado até o momento, é de R$ 82 mil.

Outras pessoas estão sendo investigadas, entre elas advogados que aliciavam segurados e contadores que falsificavam documentos eletrônicos de recolhimento de FGTS e informações à Previdência.

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